terça-feira, 15 de março de 2011

A falácia da energia nuclear

Já ouviram falar do "balanço energético"? Li sobre isto pela 1a vez hás uns 30 anos, em livros de cultura alternativa: Pode-se obter um índice de rendimento ou simplesmente contabilizar toda energia investida e subtrair a obtida...
Exemplo: Fabriquei uma enxada. Gastei 10.000 KCal para buscar o pau do cabo na floresta, 5.000 KCal para corta-lo, 5.000 KCal para montar a dita... Estou desprezando o gasto de energia na fabricação da ferramenta usada pra cortar o cabo da enxada...
Total investido na fabricação da enxada: 20.000KCal.
Esta enxada durou 1 ano e investi da minha energia durante este ano 100.000 KCal pra plantar/colher aipim.
Total energia investida pra obter o aipim: 120.000 KCal (120 MCal).
Total de energia que o amido do aipim me rendeu:
120.000.000 KCal (120.000 MCal ou 120 GCal)
Isso foi apenas um exemplo hipotético, com números irreais.
Dividindo a energia obtida pela energia investida obtemos o índice.
Ou subtraindo a energia investida da energia obtida... Resultado MUITO POSITIVO!
Pois no caso da central nuclear, há que se considerar TUDO, desde a energia gasta com a mineração do Urânio, energia gasta com enriquecimento do mesmo, energia gasta com a construção das usinas de enriquecimento de Urânio, energia gasta com a construção das usinas nucleares em si, energia gasta com a manutenção das usinas, energia gasta com os sistemas de proteção, energia gasta com a construção, vigilância e manutenção dos sistemas de armazenamento do lixo por tantos anos quanto necessário (1000 anos? Mais?)
Imaginem no que resulta! Balanço energético NEGATIVO! Quem lucra com isso? GRANDES CORPORAÇÕES! INTERESSES DE GENTE QUE IGNORA ESTE CONCEITO!

sexta-feira, 11 de março de 2011

É... Besteira!

Lembrei! Já tinha falado várias vezes que eu queria a manteigueira que eu tinha... Ela "dispensou", jogou fora, descartou sem me falar, como a muitas coisas que eu prezava...
Daí o considerar que sou desprezado...

Besteira, não?

Porque não estou contente?

Estava me deliciando com o caldo verde que "minha esposinha" preparou. Teci o comentário: - Delicioso, obrigado!"
Ao que ela respondeu: - " Não tens porque agradecer..."
Daí, não sei porque, surgiu um conflito...
O "alemão malvado me atacou"... Queria saber porque surgiu o conflito, mas não me lembro. Sei que respondi, após ela dizer, em resposta ao meu falar, de que "ela não sabia me agradar", de que "tú também não sabes"...
- "pois é, mas tu também não cumpres o que diz a Palavra de Deus"...

Triste!

quarta-feira, 2 de março de 2011

O Filho Que Eu Quero Ter...

É esse!

Cheguei! Meu filho ainda não tinha saído pro curso...
Deu-me um beijo, pegou o carro e foi. Sabem que ele dirigiu metade da viagem de CTB pra FNS?

A Elvirinha me disse há pouco: - "O Mateus disse pra vc usar o PC lá do quarto dele..."

Desci e aqui estou. Com os olhos ainda molhados depois de ver a mensagem que ele me deixou no Word:

Oi paizão :D deixei uma música do Eddie Vedder aberta no media player e a letra aberta no chrome acho que vais gostar...

Achei ele parecido com o pai, naquela foto que tais no meio do capinzal e com um chapéu.

As fotos que ele esteve olhando ele achou aqui: https://picasaweb.google.com/cesario.simoes
As fotos: 
3. https://picasaweb.google.com/cesario.simoes/CostaDaLagoaOndeMorei#5124186957685762386 (isto foi tu que me recuperou! Fazes parte da história!)
e

Society Eddie Vedder
Oh, it's a mystery to me
We have a greed with which we have agreed
And you think you have to want more than you need
Until you have it all you won't be free

Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...

When you want more than you have
You think you need...
And when you think more than you want
Your thoughts begin to bleed
I think I need to find a bigger place
Because when you have more than you think
You need more space

Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...

There's those thinking, more is less, less is more
But if less is more, how you keeping score?
Means for every point you make, your level drops
Kinda like you're starting from the top
You can't do that...

Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...

Society, have mercy on me
Hope you're not angry if I disagree...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...
Sociedade Eddie Vedder Revisar traduçãoCancelar 
É um mistério para mim
Nós temos uma ambição que concordamos.
Você pensa que você tem que ter mais do que precisa.
Até você ter isso tudo, você não estará livre.

Sociedade, sua raça louca.
Espero que você não fique só sem mim.

Quando você quer mais do que possui.
Você pensa que precisa.
E quando você pensa Mais do que você quer.
Seus pensamentos Começam a sangrar.
Acho que preciso Encontrar um lugar maior.
Pois quando você tem Mais do que você pensa.
Você precisa de mais espaço.

Sociedade, essa raça louca.
Espero que você não esteja tão só sem mim.
Sociedade, realmente loucos.
Espero que você não esteja tão só sem mim

Existe esses que pensam que mais é menos, menos é mais
Mas se menos é mais, como você pode continuar pontuando?
Significa que a cada ponto que você marca, sua pontuação cai
Meio que parece estar começando do topo
Você não pode fazer isso...

Sociedade, essa raça louca.
Espero que você não Esteja tão só sem mim.
Sociedade, realmente loucos.
Espero que você não Esteja tão só sem mim

Sociedade, tenha pena de mim
Espero que não fica com raiva, se eu não concordar...
Sociedade, realmente loucos.
Espero que você não esteja tão só sem mim
 Cancelar



sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Mais uma das músicas que gosto... "Forever young"...

(de http://letras.terra.com.br/alphaville/1356/traducao.html)

http://www.youtube.com/watch?v=RHIIATt0BaM&feature=player_embedded#at=48


Forever Young

Let's dance in style, let's dance for a while
Heaven can wait we're only watching the skies
Hoping for the best but expecting the worst
Are you going to drop the bomb or not?

Let us die young or let us live forever
We don't have the power but we never say never
Sitting in a sandpit, life is a short trip
The music's for the sad men

Can you imagine when this race is won
Turn our golden faces into the sun
Praising our leaders we're getting in tune
The music's played by the mad men

Forever young, I want to be forever young
Do you really want to live forever?
Forever, or never
Forever young, I want to be forever young
Do you really want to live forever?
Forever young

Some are like water, some are like the heat
Some are a melody and some are the beat
Sooner or later they all will be gone
Why don't they stay young

It's so hard to get old without a cause
I don't want to perish like a fading horse
Youth's like diamonds in the sun
And diamonds are forever

So many adventures couldn't happen today
So many songs we forgot to play
So many dreams swinging out of the blue
We let them come true

Forever young, I want to be forever young
Do you really want to live forever?
Forever, or never
Forever young, I want to be forever young
Do you really want to live forever?
Forever, or never

Forever young, I wanna be forever young
Do you really want to live forever?

Eternamente Jovem

Vamos dançar com elegância, vamos dançar por um instante.
O paraíso pode esperar, estamos apenas observando os céus.
Desejando o melhor, mas esperando o pior.
Você vai deixar cair a bomba ou não?

Deixem-nos morrer jovens ou deixem-nos viver eternamente.
Nós não temos o poder, mas nunca dizemos "nunca".
Sentando num fosso de areia, a vida é uma viagem curta.
A música é para os homens tristes...

Você consegue imaginar quando esta corrida estiver ganha?
Transformamos nossos rostos dourados no sol,
Louvando nossos líderes, estamos entrando em sintonia.
A música é tocada pelos homens loucos...

Eternamente jovem, eu quero ser eternamente jovem.
Você realmente quer viver eternamente?
Para sempre ou nunca
Eternamente jovem, eu quero ser eternamente jovem.
Você realmente quer viver eternamente?
Eternamente jovem

Alguns são como água, alguns são como o calor,
Alguns são uma melodia e alguns são o rítmo.
Cedo ou tarde, todos eles estarão mortos.
Por que eles não permanecem jovens?

É tão difícil ficar velho sem um motivo,
Eu não quero perecer como um cavalo moribundo.
A juventude é como diamantes ao sol,
E diamantes são para sempre...

Tantas aventuras não poderiam acontecer hoje,
Tantas canções que esquecemos de tocar,
Tantos sonhos arrumando-se de repente,
Nós vamos deixá-los tornar-se realidade.

Eternamente jovem, eu quero ser eternamente jovem.
Você realmente quer viver eternamente?
Eternamente e sempre?
Eternamente jovem, eu quero ser eternamente jovem.
Você realmente quer viver eternamente?
Eternamente jovem

Eternamente jovem, eu quero ser eternamente jovem.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ai! Que dor!

A de ser rejeitado! A de não ser compreendido!

O custo do lazer...

Pode? O lazer ter custo? Porque?

Achei este em http://passelivreonline.wordpress.com/2011/02/24/o-custo-do-lazer/
24022011
Correio do Metrô edição 398, que circula no DF com data de 24/fev a 02/mar, traz instigante artigo sobre a dependência cada vez maior imposta pelo dinheiro às pessoas – que perderam a capacidade de conversar, dialogar, rir e fazer algo sem o tal do dinheiro. Levando em conta que o Correio do Metrô circula apenas no DF, com tiragem de 12 mil exemplares, a publicação do artigo aqui no blog possibilita que esta oportuna reflexão da psicóloga e jornalista Sandra Fernandes seja compartilhada por toda a blogosfera.
O custo do lazer
Sandra Fernandes*
Se há duas coisas no mundo que combinam são criança e diversão. Em nenhum outro momento da vida uma simples brincadeira de correr, pular ou cantar proporciona tanto prazer. De todas as regalias deixadas na infância, a que mais lamento é a perda daquela sensação gostosa de correr, correr, ficar ofegante e feliz. Toda aquela euforia que a bioquímica fornecia generosamente, agora só é conquistada com muito esforço, método e determinação. Eram outros tempos. Mas não eram outros tempos apenas para o meu relógio biológico. Eram outros tempos também para toda a sociedade. Para a gente se divertir, bastava descer para debaixo do bloco, reunir a meninada e alguém levar uma bola, ou nem isso. Brincar de esconde-esconde, por exemplo, requeria apenas nossa presença – ou a dissimulada ausência. Com o passar dos anos, o capitalismo foi transformando o lazer em consumo. Brincar passou a ser cada vez mais caro.
Os encontros diários com os amigos ficaram menos frequentes e passaram a ser em parte substituídos pela internet. As recreações de rua deram lugar aos jogos eletrônicos, cada dia mais sofisticados e dispendiosos. A obsolescência programada dos jogos infantis chega a ser assustadora. Uma plataforma sucede a outra e os jogos, às dezenas, vão sendo descartados para dar lugar ao novo – palavra mágica do capitalismo. Junte a isso o aumento da criminalidade nas grandes cidades que leva os pais a não permitir que as crianças passem o dia brincando na rua. As muitas notícias de crimes e o aumento do consumo de drogas fez com que os meninos e meninas que coloriam e animavam as quadras de Brasília passassem a ficar mais tempo nas casas e apartamentos. Assim, a mão calçou a luva. Os fabricantes vendem mais e os pais se tranquilizam sabendo que, enquanto trabalham, suas crianças estão a salvo, em casa. Mas isso custa caro.
Não é custo, alguns poderiam objetar, é investimento. Sem dúvida, os jogos eletrônicos desenvolvem habilidades essenciais ao cidadão do futuro. Saber lidar com a tecnologia é fundamental para quem não pretende passar os próximos cinquenta anos em uma oca isolada na floresta amazônica e as crianças precisam estar preparadas para um mundo cada dia mais eletrônico. Acontece que, como em todo movimento social, às vezes, as coisas fogem do controle e extrapolam o desejável. E não é apenas de jogos que estou falando. Incluo aqui os shoppings, templos do consumo, que transformaram a diversão em produto a ser comprado. Nada contra o cinema, a lanchonete. O problema é quando as pessoas já não conseguem mais encontrar outra alternativa de lazer que não seja comprada. Aquela capacidade natural de rir e de se divertir ficou obsoleta. Estar com o outro exige sempre a intermediação de alguma mercadoria. O carinho é vendido na forma de presentes, lanches e ingressos e a inclusão, o pertencimento e o valor social estão relacionados à capacidade de ver primeiro o filme da moda, de usar as roupas da estação e de frequentar os restaurantes badalados.
Trabalhei alguns anos como terapeuta familiar. Convivi com famílias egressas de divórcio em que a condição financeira ficou abalada pela necessidade de sustentar duas casas, ao invés de uma. Notava a grande dificuldade de pais, crianças e adolescentes em encontrar diversão, agora que não dispunham mais dos mesmos recursos. É como se tivessem sido jogadas em um mundo estranho, sem mapa, sem GPS. Como encontrar os amigos sem ir ao shopping? Como passear com os filhos sem recorrer à indústria do fastfood? Mas, aos poucos, as pessoas iam descobrindo novas alternativas e percebendo que eram donas de suas vidas, de seus relacionamentos, de seu prazer. Muitos perceberam que os verdadeiros amigos são aqueles que gostam de estar conosco, simplesmente.
Não podemos permitir que nos convençam que a felicidade vem com código de barras e que dependemos deles – sejam eles quem for – para vivermos momentos de prazer, tranquilidade e confraternização.
* Sandra Fernandes – jornalista e psicóloga